Falar da cultura de Mato Grosso do Sul é falar de uma fronteira que não divide, mas mistura. A alma do estado pulsa no encontro entre o acordeão (nossa querida sanfona) e a harpa paraguaia, dois instrumentos que definem a trilha sonora das comitivas, dos bailes e do tereré no fim de tarde.Aqui está um texto que celebra essa união:O Encontro das Cordas e do Fole: A Alma do MSEm Mato Grosso do Sul, a música não pede licença; ela atravessa a fronteira seca e se instala no peito. Se o acordeão é o fole que respira o ar das fazendas e o ritmo do Chamamé, a harpa paraguaia é o dedilhado cristalino que traz a herança guarani e a melancolia doce da Polca e da Guarania.A Dança dos InstrumentosEnquanto o sanfoneiro comanda o “batidão” do Vanerão e marca o compasso para o baile não parar, o harpista oferece o refinamento. A harpa paraguaia, com suas cordas de nylon e ausência de pedais, exige uma agilidade que parece mágica, criando uma cascata de notas que preenche o espaço entre um acorde e outro da sanfona.Onde a Fronteira se ApagaNão existe festa de Santo no interior ou churrasco em Campo Grande que esteja completo sem esse dueto. É uma conversa sem palavras:O Acordeão traz a força da terra, o som rústico do gado e o suor do trabalho.A Harpa traz o brilho da água, o mistério das matas e a elegância de Assunção.Juntos, eles provam que a cultura sul-mato-grossense é, acima de tudo, uma identidade de mistura. É o som de um povo que sabe que a felicidade pode ser resumida em um fole aberto e uma corda vibrando sob o sol do Pantanal.”A sanfona convida o pé para o chão, mas é a harpa que faz a alma voar.”

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